Irlanda vai fechar embaixada no Vaticano para conter custos

A Irlanda vai fechar sua embaixada no Vaticano, uma das mais antigas missões do país católico, como parte de um programa de corte de custos em meio ao resgate concedido pela União Europeia e o FMI ao país.

REUTERS

03 de novembro de 2011 | 18h35

As relações entre o governo irlandês e o Vaticano, uma vez aliados tradicionais, estão no momento mais crítico de todos os tempos devido ao tratamento dado pela Igreja aos casos de abuso sexual. Mas o ministro dos Negócios Estrangeiros, Eamon Gilmore, negou que o fechamento da embaixada tinha alguma ligação com o caso.

"Isso não foi considerado", disse Gilmore à emissora estatal RTE nesta quinta-feira. "As nossas relações diplomáticas com o Vaticano vão continuar e são valiosas."

O Vaticano chamou de volta o seu embaixador para a Irlanda em julho, depois de o primeiro-ministro, Enda Kenny, acusar a Santa Sé de obstruir as investigações sobre abuso sexual por sacerdotes.

Gilmore disse que não esperava que o Vaticano agora fechasse a sua missão em Dublin.

"O fato de termos escolhido fechar a nossa missão no Vaticano e tê-la funcionando desde Dublin não significa necessariamente que não vamos ter um Núncio Apostólico aqui", disse ele.

A Irlanda está fechando três embaixadas como parte da revisão, incluindo missões no Irã e no Timor Leste, o que vai render ao país uma economia de 1,25 milhão de euros ao ano.

Em um comunicado, Gilmore disse que a embaixada para a Santa Sé não deu retorno econômico.

(Reportagem de Carmel Crimmins)

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