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Israel pode substituir agente do Mossad expulso pelo Reino Unido

Londres acusou israelense de estar envolvido com falsificação de passaportes britânicos

Reuters

24 de março de 2010 | 12h14

JERUSALÉM - O diplomata israelense que Londres expulsou por conta de passaportes britânicos falsificados usados por supostos assassinos do comandante do Hamas em Dubai é um agente do Mossad que Israel poderá substituir, informou a mídia israelense nesta quarta-feira.

 

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O jornal israelense Yedioth Ahronoth disse que o agente da inteligência que estava sendo expulso retornaria a Israel depois do feriado da Páscoa judaica, que termina no início do próximo mês.

 

Israel pode substituir o agente por outro, considerando que os laços entre os dois países não foram gravemente prejudicados, disse o jornal. A Rádio do Exército também divulgou informações semelhantes. Yigal Palmor, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores israelense, se negou a comentar as afirmações.

 

O ministro de Relações Exteriores britânico, David Miliband, disse ao Parlamento na terça-feira que havia solicitado que um membro da embaixada israelense "fosse retirado". Israel não confirmou nem negou participação em janeiro do assassinato de Mahmoud al-Mabhouh, um comandante militar da organização palestina Hamas, em um hotel em Dubai.

 

O chefe da polícia de Dubai afirmou ter certeza quase absoluta de que agentes israelenses estavam envolvidos no caso e acusou a agência de inteligência Mossad de insultar Dubai.

 

Autoridades do emirado entregaram nomes de 27 supostos membros da equipe que matou o palestino, e disseram que passaportes britânicos, irlandeses, franceses, alemães e australianos falsificados haviam sido usados para que eles entrassem e saíssem de Dubai.

 

Miliband disse que havia "motivos convincentes" para acreditar que Israel era responsável por forjar os 12 passaportes britânicos usados e disse ter buscado garantias de Israel de que não aconteceria novamente.

 

O governo de Israel disse lamentar a decisão da Reino Unido, mas analistas disseram nesta quarta-feira que acreditam que o incidente não prejudicaria de forma significante os laços bilaterais.

 

"Atribuímos grande importância às relações com o Reino Unido", afirmou em comunicado o ministro de Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, na terça-feira. "Não recebemos nenhuma prova apontando o envolvimento de Israel na questão (do assassinato de al-Mabhouh)," disse ele.

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