Itália arquiva investigação sobre morte de Mussolini

Neto do ditador, porém, afirma que pode ir à Justiça internacional caso as investigações não sejam retomadas

Gilles Castonguay, da Reuters,

01 de outubro de 2007 | 15h12

Um juiz italiano arquivou nesta segunda-feira, 1.º, a investigação criminal sobre a morte do ditador Benito Mussolini. O caso, porém, não deve se dar por encerrado, já que Guido Mussolini, neto do "Il Duce", afirma que pode ir à Justiça internacional, segundo seu advogado. Guido questiona a versão - oficial - que diz que seu avô foi executado por um companheiro de partido quando fugia das forças aliadas, na Segunda Guerra Mundial. Por isso, ele pensa em levar a investigação para um fórum como o Tribunal Criminal Internacional, em Haia, disse o advogado, Luciano Randazzo, nesta segunda-feira. Randazzo deu as declarações à Reuters depois do arquivamento da investigação. "Teremos que avaliar nossas opções", afirmou. O advogado disse que não sabia a justificativa para a decisão, mas acredita que possa ter sido o fato de o crime ter prescrevido. Mussolini morreu em abril de 1945. Início das investigações A investigação foi iniciada no ano passado, quando Guido deu queixa em Como, perto de onde Mussolini foi morto junto com sua amante, Clara Petacci. Embora fosse obrigado a abrir a investigação, o promotor tinha dúvidas sobre o caso, já que o assassinado estava coberto pela anistia decretada em 1946. Depois da morte, o corpo de Mussolini foi levado para Milão e pendurado pelos pés para exibição pública, ao lado do de Petacci, num posto de gasolina. Os últimos momentos do ditador, porém, até hoje são cercados de especulação.

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