Itália convoca votos de confiança por reforma trabalhista

O governo italiano convocou quatro votos de confiança sobre sua contestada reforma trabalhista com o objetivo de conquistar aprovação antes que o primeiro-ministro do país, Mario Monti, compareça a uma cúpula da União Europeia em Bruxelas na quinta-feira.

REUTERS

25 de junho de 2012 | 16h34

O ministro de Relações com o Parlamento, Piero Giarda, anunciou a convocação dos votos de confiança sobre vários artigos da legislação, para encurtar a avaliação parlamentar do pacote que foi apresentado pelo gabinete de ministros em março.

Três das votações serão realizadas na Câmara dos Deputados na terça-feira, e a votação final, e aprovação definitiva da reforma, deve acontecer na quarta-feira.

A expectativa é de que Monti conseguirá a aprovação das reformas, já que os principais partidos que apoiam o governo tecnocrata prometeram votar a favor das medidas, embora muitas vezes a contragosto.

Se o governo perder uma das votações, Monti teria de deixar seu cargo, mas essa possibilidade é considerada apenas teórica.

O secretário nacional do partido Povo da Liberdade (PDL), do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi Angelino, Angelino Alfano, disse que o PDL discorda "em grande medida" da reforma e que essa seria "a última vez que apoiamos medidas sobre as quais não estamos convencidos".

A legislação propõe flexibilizar as restrições de demissões, desencorajar o uso de contratos temporários e gradualmente oferecer auxílio-desemprego a mais pessoas.

A reforma foi criticada por sindicatos que temem um aumento no número de demissões, por empregadores preocupados com o aumento de custos trabalhistas, e por muitos economistas que dizem que ela só contemplará medidas marginais a um mercado de trabalho rígido que necessita de uma reformulação radical.

(Reportagem de Gavin Jones)

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