Itália declara estado de emergência nas ruínas de Pompéia

O governo italiano declarou na sexta-feiraestado de emergência nas ruínas de Pompéia, visando proteger umdos tesouros arqueológicos mais importantes do mundo, apósdécadas de descuido. Um comunicado do gabinete italiano disse que o governo vainomear um comissário especial para Pompéia, a cidade sepultadapor uma erupção do Vesúvio no ano 79 a.C. e que hoje éPatrimônio da Humanidade reconhecido pela Unesco. Arqueólogos e historiadores da arte vêm reclamando há anosda manutenção insuficiente de Pompéia, vítima da falta deinvestimentos, do lixo, mato, pichações e pilhagem. Falsosguias turísticos e manobristas de automóveis não autorizadostambém são presença constante no local. Cerca de 2,5 milhões de turistas visitam Pompéiaanualmente, e muitos vêm expressando seu espanto diante das máscondições em que as ruínas se encontram. Uma informação publicada pelo jornal Corriere della Seraindicou que muitas das 1.500 casas da cidade, entre elasalgumas das mais famosas, estão fechadas ao público, que osafrescos estão se deteriorando, e que os trabalhos derestauração iniciados em 1978 ainda não foram concluídos. O "estado de emergência", que o governo disse que durará umano, permitirá que sejam aprovadas mais verbas e medidasespeciais para proteger o lugar. "A cada ano, pelo menos 150 metros quadrados de afrescos eparedes rebocadas se perdem por falta de conservação", disse aojornal o vereador regional responsável pelo patrimônioartístico, Antonio Irlando. "A mesma coisa acontece com as pedras: pelo menos 3.000acabam por desintegrar-se a cada ano." Dois terços da cidade de 66 hectares, onde na antiguidaderomana viviam 13 mil pessoas, foram recuperados desde que asescavações começaram, 260 anos atrás. O terço restante ainda está debaixo da terra, mas oCorriere della Sera disse que o terreno sob o qual se encontraestá sendo usado como lixão e está recoberto de pneus,geladeiras e colchões velhos.

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