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Itália deve aprovar medidas contra imigração ilegal

Com a crise sanitária, Nápoles passa por faxina para receber a primeira reunião ministerial de Silvio Berlusconi

Efe,

21 de maio de 2008 | 09h53

Em meio ao lixo, Napóles é o cenário em que o premiê italiano, Silvio Berlusconi celebra o primeiro Conselho de Ministros de seu governo, em que devem ser aprovadas uma série de medidas relacionadas à segurança, inclusive a criminalização da imigração clandestina. Berlusconi escolheu a cidade para a sua primeira reunião ministerial para expressar o seu compromisso de solucionar a crise sanitária que atinge a cidade turística, asfixiada por milhares de toneladas de lixo nas ruas e avenidas.   O Conselho de Ministros começou na manhã desta quarta-feira, 21, na Prefeitura da cidade. Autoridades asseguraram que todo o centro de Nápoles estaria limpo para receber os políticos, em meio às críticas de todos os meios de comunicação locais, que assinalaram que pretendem mostrar nesta quarta o centro da cidade "limpo" enquanto na periferia se acumulam mais de 50 mil toneladas de dejetos.   A grande expectativa é pelas medidas de combate à imigração clandestina, que levantou uma forte polêmica, segundo veículos de imprensa, sobre a linha dura imposta pelo ministro do Interior, Roberto Maroni, e se introduzirá a imigração ilegal como delito, embora a oposição e a Igreja sejam contra a medida. A proposta já figurou em uma lei promulgada por Berlusconi em seu antigo mandato como premiê, mas foi considerada parcialmente inconstitucional.   Agora, a medida volta a ser projeto de lei e deve ser aprovada nesta quarta e debatida pelo Parlamento, onde apesar da batalha que a oposição afirma preparar, os conservadores possuem maioria absoluta e sancionariam facilmente a proposta. A pena para o novo crime deve ser de seis meses a quatro anos de prisão, segundo fontes políticas citadas por veículos locais. Os partidos de oposição são contra, e afirmam, segundo o dirigente Antonio Di Pietro, que a medida produzirá "milhões de fugitivos" e custará ao Estado até 50 milhões de euros.   Entre a série de punições, segundo a imprensa, figura a expulsão de um estrangeiro quando condenado a uma pena superior a dois anos; o aumento da pena em um terço para o imigrante que cometer um delito e fixa a permanência máxima dos ilegais nos centros de detenção em 18 meses. Além disso, qualquer um que viva ilegalmente pode ser condenado a uma pena de seis meses a três anos de prisão, além de multas de até 150 mil euros e ter a casa confiscada.

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