Itália deve proteger sua costa de navios de cruzeiro, diz Unesco

O governo italiano deveria manter navios de cruzeiro como o Costa Concordia longe de suas costas para proteger alguns dos patrimônios mais bonitos do mundo, como Veneza e sua Lagoa, disse na segunda-feira a agência cultural das Nações Unidas, com sede em Paris.

REUTERS

23 de janeiro de 2012 | 20h46

A Unesco disse ter enviado uma carta ao ministro italiano do Meio Ambiente, Corrado Clini, pedindo a ele que restrinja o acesso de grandes navios de cruzeiro a áreas ecológicas e culturalmente importantes, depois do naufrágio do cruzeiro italiano em 13 de janeiro que deixou pelo menos 15 mortos.

"O trágico acidente reforça a preocupação de longa data sobre o risco que grandes linhas de cruzeiros representam para locais inscritos na Lista de Patrimônios Mundiais da Unesco", disse o diretor-assistente para Cultura, Francesco Bandarin, em uma carta.

O Costa Concordia virou depois de atingir uma rocha perto da ilha toscana de Giglio há 10 dias, e agora está virado de lado na água rasa enquanto especialistas lutam para retirar cerca de 2.400 toneladas de combustível de seu casco antes que ele seja despejado no mar.

Os promotores disseram que o acidente foi provocado por uma manobra do capitão, que aproximou demais a embarcação da terra, fazendo com que ambientalistas e políticos italianos pedissem a proibição da navegação de navios de grande porte perto da costa ou em áreas frágeis.

A Unesco disse que cerca de 300 cruzeiros visitam Veneza e sua Lagoa por ano, gerando marés que erodem as fundações dos prédios e contribuindo para a poluição da área.

(Reportagem de Vicky Buffery)

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