Itália e França fecham acordo para produção de energia nuclear

Em cúpula europeia, presidente francês propõe associação atômica 'ilimitada', que vai da pesquisa à criação

Efe,

24 de fevereiro de 2009 | 11h38

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, assinaram nesta terça-feira, 24, em Roma, um acordo de cooperação nuclear que abre o mercado italiano à construção de usinas nucleares. Nesta terça, os ministros de Assuntos Exteriores, Defesa, Economia, Infraestruturas, Educação, Cultura e Políticas Européias dos dois páises participaram de uma cúpula bilateral. Durante a reunião, as partes trataram do conflito no Afeganistão e da cooperação nuclear, selada com um pacto entre as elétricas EDF e Enel, que têm participação do governo. Na entrevista coletiva posterior à assinatura do acordo, Sarkozy propôs à Itália uma "associação ilimitada" em matéria nuclear, que estabeleça as bases de uma ampla colaboração em aspectos que vão da pesquisa à produção. Berlusconi disse compartilhar com Sarkozy a opinião de que o futuro da Europa não são os combustíveis fósseis, mas "as energias renováveis" e "a energia nuclear". Quanto à situação econômica mundial, Sarkozy destacou que a situação "provavelmente piorará." O presidente francês também propôs a Berlusconi que soldados italianos e franceses se juntem na missão internacional no Líbano. Berlusconi, que recebeu a proposta com "grande prazer", disse que a Itália está junto com a França no Líbano, onde os soldados dos dois países "trabalham lado a lado." O premiê da Itália também afirmou que o Ocidente precisa dos EUA, mas também da Rússia, para "o fornecimento de matérias-primas e combustível."

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