Itália exige lista de mulheres que receberam prótese PIP

O governo da Itália decidiu exigir que hospitais e clínicas forneçam uma lista de todas as mulheres que receberam próteses mamárias fabricadas pela empresa francesa PIP, acusada de usar silicone adulterado em seus produtos, disse o ministro da Saúde, Renato Balduzzi, na quinta-feira.

REUTERS

29 de dezembro de 2011 | 20h49

As clínicas que não tiverem usado próteses da marca PIP terão de apresentar ao governo uma declaração atestando isso.

A PIP, que faliu por causa do escândalo, é acusada de usar silicone industrial nas próteses, em vez de silicone médico. Centenas de milhares de mulheres no mundo todo usam esses implantes.

O governo francês determinou que as 30 mil usuárias dessas próteses no país as retirem, por causa do risco de que elas se rompam e causem inflamações e irritações - embora não haja provas de que o material eleve o risco de câncer.

Outros países, inclusive Grã-Bretanha e Brasil, aconselham as mulheres a consultarem seus cirurgiões. Na nota divulgada na quinta-feira, o ministro italiano não deu nenhuma orientação específica às mulheres que usam próteses PIP.

Ele disse que determinou à polícia que verifique como as clínicas adquiriram as próteses, e quais os procedimentos que antecederam às cirurgias para a implantação.

(Por Catherine Hornby)

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