Itália irá tirar impressões digitais de ciganos para censo

Cadastro servirá 'para reconstruir as relações familiares', diz ministro; menores também serão identificados

Efe,

25 de junho de 2008 | 18h10

O ministro do Interior da Itália, Roberto Maroni, anunciou nesta quarta-feira, 25, que serão tiradas as impressões digitais de todos os ciganos, inclusive os menores, para criar um censo das pessoas que vivem em assentamentos. A elaboração de um cadastro dos acampamentos ciganos é um dos poderes especiais que o gabinete conservador do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, concedeu aos delegados de governos das principais localidades, dentro das medidas anunciadas pelo Executivo para garantir a segurança dos cidadãos.   Veja também: Senado italiano aprova expulsão de imigrantes Lei antiimigração 'é insulto', diz eurodeputado   Maroni explicou que, para implementar esta medida, foi preciso abrir uma exceção à lei sobre segurança pública, que proíbe a retirada das impressões digitais de menores. Segundo o ministro do Interior, a identificação servirá também "para reconstruir as relações familiares - às vezes, pouco claras - entre os ciganos" e "evitará a exploração dos menores para mendigar."   Roberto Maroni afirmou que estes censos não serão "uma lista étnica", mas serão usados como "garantia para a tutela de seus direitos e para dar melhores condições de vida aqueles que têm o direito de estar na Itália."   Ele explicou que as forças da ordem que irão aos acampamentos para realizar as identificações estarão acompanhadas de pessoas da Cruz Vermelha italiana e dos serviços sociais das Prefeituras. Maroni citou o exemplo de Roma, onde antes do segundo semestre serão cadastrados os cerca de 50 assentamentos de ciganos existentes na capital e onde acredita-se que vivem 15 mil pessoas.   Na Itália, é obrigatória a retirada das impressões digitais de todos os imigrantes de países de fora da União Européia (UE) que peçam ou renovem a permissão de residência.

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