Itália pode enviar mais soldados para combater guerra da máfia de Nápoles

A ministra do Interior da Itália disse nesta sexta-feira que estuda aumentar a presença de soldados em Nápoles para combater uma onda de violência da máfia, depois que um homem foi morto a tiros em uma creche municipal nesta semana.

Reuters

07 de dezembro de 2012 | 20h28

Durante uma visita à creche, Anna Maria Cancellieri afirmou que o apoio do Exército à polícia já tinha sido reforçado nos últimos meses devido à expansão da guerra entre gangues no bairro de Scampia, local da Camorra, a máfia napolitana.

"A quantidade de soldados é extraordinária. Estamos pensando em intensificar a presença militar ainda mais", ela disse aos repórteres.

Nápoles, a maior cidade no sul da Itália, há muito tempo é sinônimo de crime crônico, e a Camorra é conhecida por prosperar com o tráfico de drogas e a extorsão. Mas a onda recente de tiroteios públicos chocou as autoridades.

Na quarta-feira, um homem de 50 anos foi perseguido no jardim da creche e morto a tiros por dois homens em uma lambreta, enquanto crianças ensaiavam canções de Natal dentro da creche.

O homem tinha começado a negociar drogas para uma gangue criminosa e tinha atraído a atenção de um grupo rival, disseram os jornais.

Um dia depois, um homem de 40 anos com ligações com outro clã foi morto a tiros em frente a uma pizzaria de Nápoles, diante dos pedestres assustados.

(Reportagem de Catherine Hornby)

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