Itália prende quase 100 em operação contra máfia na Sicília

Polícia italiana promove duro golpe na máfia siciliana, desmantelando a nova cúpula da organização Cosa Nostra

Efe,

16 de dezembro de 2008 | 07h23

A polícia italiana desarticulou nesta terça-feira, 16, uma rede mafiosa na Sicília que pretendia reorganizar a Cosa Nostra, informaram fontes policiais. A operação, chamada Perseo, começou nesta manhã em várias cidades da Sicília, onde foram emitidas 99 ordens de detenção contra supostos mafiosos.   Os mandados foram expedidos como medida cautelar, já que a polícia italiana investiga a participação dos suspeitos na organização há nove meses. Entre as ordens de prisão está a de um dos mais importantes chefes da máfia siciliana, além de colaboradores de familiar mafiosas. Os investigadores acreditam que por trás da tentativa de reorganizar a Cosa Nostra está o mafioso Matteo Messina Denaro, fugitivo da Justiça.   Os suspeitos pretendiam reorganizar a chamada "comissão provincial" da Cosa Nostra, o órgão dirigente do grupo mafioso, ainda que não tenham decidido quem seria o principal responsável. A máfia siciliana é acusada de participar de extorsões, tráfico de drogas e outros crimes.   As investigações contaram com interceptações telefônicas nos lugares em que os supostos promotores da organização se reuniam para discutir novas estratégias. No último mês de julho, a imprensa italiana apontava a possibilidade de que a Cosa Nostra estaria se reorganizando depois do duro golpe de 2006, com a prisão do "chefe dos chefes", Bernardo Provenzano, e seu "sucessor", Salvatore lo Piccolo, em 2007.   Provenzano assumiu o controle da Cosa Nostra na década de 1980, junto com Salvatore "Totó" Riina após uma guerra de clãs, controle que passou a ser completo com a prisão de Riina, em 1993. Depois da detenção de Lo Piccolo, a polícia considerou que a Cosa Nostra teria ficado sem liderança e era uma organização sem estrutura.   "Se com a operação Gotha, de junho de 2006, a Cosa Nostra estava de joelhos, com esta operação Perseo, impediu-se que voltasse a levantar, cortando todas as cabeças pensantes de uma nova estrutura de comando que teria realizado, como em outros tempos, coisas graves", afirma o procurador antimáfia Pietro Grasso.  Segundo Grasso, esta incipiente organização tinha em mente vários atos criminosos, entre eles o ataque a algumas instituições italianas.

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