Itália prevê que reconstrução por terremoto custará R$ 35 bi

Governo diz que fará o possível para evitar que a máfia se aproveite para lucrar com a recuperação da região

Agências internacionais,

15 de abril de 2009 | 08h16

O ministro do Interior italiano, Roberto Maroni, cifrou em 12 bilhões de euros (cerca de R$ 35 bilhões) os fundos necessários para reconstruir a região de Abruzzos, assolada por um forte terremoto em 6 de abril e que segue enfrentando sismos de menor intensidade. A declaração foi feita durante um programa de televisão do canal público Rai na noite de terça-feira e repercutida por jornais do país nesta quarta, 15.

 

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Sobre a possibilidade de que a máfia se aproveite da tragédia para lucrar com a reconstrução da região, como já advertiu o escritor Roberto Saviano em artigo publicado no diário La Repubblica, o ministro assegurou que fará todo o possível para evitar que isso aconteça. "Criaremos, como Ministério do Interior, uma estrutura de controle específica para evitar infiltrações mafiosas na reconstrução de Abruzzo, que não tem nada a ver com o controle da regularidade das reformas ou sobre como serão feitas as obras, algo que corresponde aos técnicos", disse.

 

O terremoto de magnitude 6,3, que atingiu a região no dia 6 de abril, matou 294 pessoas. Das 1.467 casas vistoriadas, 53% foram consideradas habitáveis, enquanto o restante possui diferentes graus de destruição e estão temporariamente condenadas. Cerca de 55 mil pessoas estão desabrigadas, e 33 mil delas vivem em tendas em acampamentos montados nos arredores. "Até o fim de outubro, faremos o possível para que as pessoas que vivem hoje em barracas tenham uma solução diferente", afirmou uma autoridade do Serviço de Proteção Civil. Uma das soluções seria colocar as famílias em casas que estavam vazias antes do terremoto ou construir casas pré-fabricadas.

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