Itália ratifica o Tratado de Lisboa por unanimidade

Governo italiano é o 24.º país do bloco europeu a aprovar a proposta Constitucional recusada pela Irlanda

Associated Press, Efe e Ansa,

31 de julho de 2008 | 09h44

A Câmara dos Deputados da Itália ratificou nesta quinta-feira, 31, por unanimidade, o Tratado de Lisboa, que substitui a fracassada Constituição da União Européia (UE).   Veja também: Entenda o 'não' irlandês e o Tratado de Lisboa   A Itália se transforma no 24.º país da União Européia a aprovar a proposta que prevê a reforma das instituições européias. No entanto, o futuro do pacto é nebuloso. Em junho, a Irlanda, em referendo, rejeitou o texto. E o documento só poderá ser implementado se todos os países da UE o aprovarem até 1º de janeiro. Para isso, há a expectativa de que a Irlanda realize uma nova votação. A Irlanda foi a única nação a rejeitá-lo. Polônia, República Checa e Suécia ainda não votaram o texto.   Na votação no Senado, em 23 de julho, também tinha sido alcançada a aprovação de todas as forças políticas da coalizão de maioria e da oposição. Nesta quinta, os federalistas e eurocéticos da Liga Norte também votaram a favor, os mesmos que tinham comemorado o "não" ao Tratado de Lisboa no plebiscito da República da Irlanda e que tinham pedido uma consulta popular na Itália.   "Esperamos que o Tratado de Lisboa seja apenas uma pequena parte de uma reforma da Europa que desejamos que seja feita de maneira mais democrática, e, diante desta esperança, damos hoje um voto propício", afirmou o porta-voz da Liga Norte na Câmara, Roberto Cota.   Após a votação, com a presença do chefe do governo italiano, Silvio Berlusconi, todos os deputados - exceto os da Liga Norte - ficaram de pé e celebraram com um aplauso a ratificação do tratado. O presidente da Câmara dos Deputados, Gianfranco Fini, qualificou a votação como uma "bela página da antiga tradição parlamentar italiana".   Berlusconi mostrou "grande satisfação" com o resultado. "Trata-se de um resultado especialmente importante, que uniu todo o Parlamento e o governo em apoio a um projeto de grande relevância", disse Berlusconi, "é a contribuição da Itália para a Europa, que está atravessando uma fase de dificuldade. A esperança é que o voto de hoje possa servir também para outros países que ainda devem completar o tramite parlamentar".   Sobre a ratificação unânime do Tratado de Lisboa, o presidente italiano, Giorgio Napolitano, disse em uma nota que "representa um título de honra para o Parlamento italiano e um prestígio no papel europeu da Itália".   Matéria atualizada às 10h25.

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