Itália registra mais de 10 tremores durante a madrugada

Bebê nasce em acampamento de desabrigados; uma em cada duas casas estão condenadas em Áquila

Efe,

14 de abril de 2009 | 09h29

O centro da Itália, assolado pelo terremoto de 6 de abril, registrou desde a meia-noite desta terça-feira, 14, cerca de dez tremores de magnitude superior a 2 graus na escala Richter, o último, o de maior intensidade, de 3,2 graus.

 

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A terra continua tremendo com uma força considerável desde a semana passada na região de Abruzzo, onde, antes da meia-noite, foi registrado outro terremoto de 4,9 graus na escala Richter que voltou a espalhar pânico entre os 33 mil desabrigados que dormem em acampamentos. O último abalo de mais força, sobre o qual informou a Defesa Civil italiana, foi sentido às 11h08 (6h08 de Brasília). Antes, o Instituto Nacional de Geologia e Vulcanologia tinha informado que houve nove tremores de magnitude superior a 2 graus na escala Richter registrados no centro do país.

 

A profundidade desses abalos varia de 2 a 10,1 quilômetros, e o de maior magnitude destes nove aconteceu às 9h36 (4h36 de Brasília), com epicentro no distrito sismológico do Gran Sasso. Na segunda-feira, houve 11 terremotos de considerável magnitude, o maior com 4,9 graus na escala Richter, que ocorreu às 18h14 de Brasília e que também pôde ser sentido em Roma.

 

Desabrigados

 

Um menino nasceu durante a noite no acampamento onde vivem mais de 33 mil pessoas que perderam suas casas no terremoto. Os voluntários da associação italiana Misericórdias ajudaram no parto da mãe do bebê, que nasceu no acampamento de Bazzano, instalado na periferia da cidade de Áquila. Os desabrigados enfrentam o frio e o vento há uma semana.

 

O tempo ruim preocupa os serviços de Proteção Civil, já que as temperaturas próximas de zero grau complicam ainda mais a situação dos desabrigados, que ganharam mais cobertores e tendas na segunda-feira. Nove hospitais provisórios foram instalados no acampamento de Bazzano, além de quatro cozinhas e cem ambulâncias para situações de emergência. As fortes chuvas também dificultam a vida dos moradores, já que impede o acesso aos espaços reservados para banheiros, onde foram instaladas duchas de água quente.

 

Em Áquila, algumas famílias conseguiram entrar em suas casas, acompanhadas de bombeiros, e recuperar bens de primeira necessidade. As equipes de emergência continuam a inspecionar os edifícios afetados e afirmam que uma em cada duas casas estão condenadas.

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