Italianos mantêm protestos contra reforma educacional

Medida do governo italiano decretou redução de verba, de funcionários e de material didático nas instituições

Ansa,

07 de novembro de 2008 | 16h19

Uma semana após a aprovação da lei que reforma o sistema de ensino italiano, milhares de estudantes e professores continuaram com os protestos em pelo menos sete das principais cidades italianas, incluindo a capital do país, Roma. Os manifestantes criticam as alterações previstas na lei, como a volta do professor único para o ensino fundamental, a redução do material didático nos primeiros anos do ensino fundamental, o corte de pessoal e de verba, além da aplicação de um sistema numérico de notas e a avaliação do comportamento com peso na nota final do aluno. Foto: Reuters Em Roma, universitários e estudantes de ensino médio entraram em conflito. Três jovens com a suástica estampada na camiseta se infiltraram na manifestação e apanharam dos estudantes. Em Pisa, estudantes universitários e de ensino médio ocuparam linhas de trem, enquanto em Macerata houve uma manifestação dos estudantes de ensino médio pelo centro da cidade, que reuniu 2 mil pessoas. Em Turim, houve momentos de tensão ao final de uma manifestação estudantil, quando cerca de 50 jovens invadiram uma escola e interromperam as aulas.   Já em Nápoles, milhares de manifestantes atravessaram o centro da cidade. Alguns penduraram cartazes na fachada do Tribunal de Contas, com os dizeres: "Atenção, gerador de crise". Em Palermo, 20 estudantes ocuparam simbolicamente o pátio da reitoria da universidade local, enquanto em Cagliari cinco mil estudantes universitários e de ensino médio se manifestaram no centro da cidade. Em Milão, universitários se uniram a uma concentração de funcionários públicos diante da Catedral para protestarem contra a reforma da administração pública. Os sindicalistas estimaram 60 mil pessoas presentes na manifestação.

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