Japão impõe mais sanções à Rússia; país protesta por visita a ilha disputada

O Japão anunciou nesta quarta-feira a imposição de novas sanções adicionais à Rússia por causa de seu envolvimento no conflito da Ucrânia e que também havia protestado formalmente pela visita de um assessor do presidente russo, Vladimir Putin, a uma ilha contestada.

REUTERS

24 de setembro de 2014 | 07h20

As novas medidas incluem a proibição de determinados bancos russos de partir da emissão de títulos no Japão e reforçam os controles para impedir que armas sejam enviados para a Rússia, disse o secretário-chefe do Gabinete de Governo, Yoshihide Suga.

Mas Suga também disse que não houve mudança na política japonesa de manter o diálogo com Moscou.

O Japão impôs sanções à Rússia após a anexação da península da Crimeia em março, mas elas eram mais suaves do que os da União Europeia ou dos Estados Unidos, refletindo a busca do governo japonês de boas relações com Moscou, na esperança de forjar fortes laços econômicos e energéticos.

"Nós continuaremos em estreito contacto com os outros países do G7 e da sociedade internacional para buscar uma solução pacífica e diplomática para a situação na Ucrânia", disse Suga, em entrevista coletiva.

Ele também informou que o Japão havia apresentado um protesto por via diplomática pela visita do assessor pessoal de Putin, Sergei Ivanov, na quarta-feira a uma das ilhas contestadas, chamadas de Territórios do Norte pelo Japão e Kurilas do Sul pela Rússia.

(Reportagem de Kiyoshi Takenaka, Stanley White e Elaine Lies)

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