Jatos britânicos interceptam oito bombardeiros russos

Reino Unido e Noruega dizem que aeronaves do Exército russo não entraram em espaço aéreo britânico

Associated Press e Reuters,

06 de setembro de 2007 | 11h15

Caças noruegueses e britânicos foram mobilizados duas vezes nesta quinta-feira, 6, para monitorar oito bombardeiros russos que se aproximaram do espaço aéreo do país nórdico na mais recente demonstração de força aérea do Kremlin, disseram oficiais de defesa. "A mensagem é que a Rússia está de volta como uma superpotência", avaliou o vice-ministro da Defesa norueguês, Espen Barth Eide. "A Noruega não vê a intensificação da atividade como uma ameaça, mas como um sinal de que a Rússia quer ser levada a sério pelo Ocidente". O tenente-coronel John Inge Oeglaend, do Estado-Maior Conjunto da Noruega, afirmou que bombardeiros estratégicos Tupolev-95, também conhecidos como Tu-95 MC, ou Ursos, se aproximaram mas não penetraram o espaço aéreo norueguês no extremo norte. Oficiais de defesa britânicos informaram que quatro caças da Royal Air Force (RAF) também foram acionados para monitorar o vôo dos bombardeiros russos, que também não entraram em território britânico. "Eles seguiram uma rota normal no espaço aéreo internacional", explicou Oeglaend por telefone do porto ocidental norueguês de Stavanger. Segundo ele, os aviões sobrevoaram as proximidades do extremo norte da Noruega sobre o mar Barents, e então sobre o Atlântico Norte e retornaram. Oeglaend relatou que dois F-16 noruegueses foram mobilizados as duas vezes que os aviões russos se aproximaram da Noruega, numa prática usual. As relações entre Londres e Moscou são consideradas as piores desde o fim da Guerra Fria.   A recusa da Rússia em extraditar Andrei Lugovoy, um ex-agente da KGB suspeito de matar o ex-espião Alexander Litvinenko em Londres no ano passado, levou a expulsões de diplomatas em ambos os países.   A Noruega, membro da Otan, e a Rússia compartilham fronteiras terrestres e marítimas no Ártico, incluindo o vasto mar Barents. Esta foi a terceira vez, precisou Oeglaend, que caças noruegueses foram acionados desde meados de julho para monitorar um crescente número de exercícios militares aéreos russos. O porta-voz da Força Aérea, Alexander Drobyshevsky, informou a agências de notícias russas que bombardeiros de longo alcance da Rússia deram início a patrulhas de áreas distantes do globo na noite de quarta-feira de acordo com planos previamente anunciados pelo presidente Vladimir Putin sobre a retomada de tal tipo de ação. Durante a Guerra Fria, bombardeiros soviéticos rotineiramente voavam sobre grandes extensões dos Oceanos Ártico, Atlântico e Pacífico - áreas de onde poderiam lançar mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares nos Estados Unidos em caso de guerra. As manobras foram suspensas depois do colapso econômico que se seguiu ao fim da União Soviética, mas o atual boom financiado pelo preço do petróleo tem permitido ao governo russo destinar grandes somas aos militares.

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