Javier Solana pede à UE que ajude EUA a fecharem Guantánamo

Representante do Exterior europeu lembra que bloco já recebeu 'terroristas muito perigosos' e se saiu bem

Efe,

29 de janeiro de 2009 | 19h26

O alto representante de Segurança Comum e Política Externa da União Europeia (UE), Javier Solana, pediu nesta quinta-feira, 29, ao bloco para oferecer ajuda aos Estados Unidos para o fechamento de Guantánamo. Ele também lembrou que a Europa foi capaz de se organizar para receber os palestinos que invadiram a Basílica da Natividade de Belém em 2002. Veja também:Juiz ignora Obama e mantém ação contra preso de Guantánamo Saiba mais sobre a base naval de Guantánamo  "É um caso parecido, e aquela era gente perigosa, chegamos ao limite do que as leis permitiam e fizemos bem", afirmou Solana na abertura de um fórum sobre as relações transatlânticas no Parlamento Europeu. Em 2002, os então 15 países-membros da UE concordaram em repatriar 13 milicianos - considerados "terroristas muito perigosos" por Israel - entre Espanha, Itália, Grécia, Portugal, Irlanda, Bélgica e Chipre, que então era candidato à adesão ao bloco. Eles faziam parte de um grupo de mais de 100 milicianos palestinos que se refugiou na Basílica da Natividade de Belém durante 38 dias, sob ataque israelense. "Não foi tão difícil resolver o problema", afirmou nesta quinta Solana, que, no entanto, admitiu que só estava fazendo "uma reflexão política" e que "não é o mesmo falar com um ministro do Interior." Sobre o caso da prisão de Guantánamo, que o governo de Barack Obama se comprometeu a fechar no prazo de um ano, Solana ressaltou que "é responsabilidade dos EUA". No entanto, afirmou que "se fosse feito um pedido de amparo, é preciso estar abertos para cooperar", e, assim, "dar um novo impulso às relações bilaterais." Solana admitiu que, neste caso, "é muito difícil ser útil" pela diversidade das leis dos diferentes países-membros da UE, mas ressaltou que "estávamos há muito tempo pedindo o fechamento de Guantánamo". Quanto à postura de alguns Estados-membros de esperar que os EUA peçam à UE que receba os presos de maneira formal antes de tomar qualquer decisão, Solana destacou que Obama já fez o pedido em campanha eleitoral.

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