Joalheiro poderá depor em processo sobre morte de Diana

Segundo ele, Dodi al-Fayed teria comprado um anel de compromisso para a princesa

Efe,

08 de outubro de 2007 | 06h27

O testemunho de um joalheiro que teria vendido um anel de compromisso a Dodi al-Fayed, namorado da princesa Diana, muito provavelmente fará parte da investigação sobre a morte do casal, informa nesta segunda-feira, 8, o jornal The Times. O joalheiro Alberto Repossi declarou no domingo ao jornal italiano La Stampa que tinha entregado à Scotland Yard provas de que o anel em forma de estrela e com cinco diamantes que Fayed presentearia Diana na noite do fatal acidente era para representar um compromisso. Repossi assegura que funcionários do grupo investigador da Scotland Yard dirigido pelo ex-comissário-chefe lorde Stevens of Kirkwhelpington o pressionaram para que mudasse o sentido da declaração e negasse que o anel fosse de compromisso. O pai de Dodi, Mohamed al-Fayed, acusa o serviço secreto britânico de ter "providenciado" a morte do casal após verificar que Diana se casaria com seu filho e que, além disso, estava grávida. Segundo Repossi, a própria Diana escolheu o anel da coleção Dis Moi Oui durante uma visita a sua loja de Monte Carlo, no início de agosto de 1997, e o próprio Dodi al-Fayed foi apanhá-lo em sua joalheria de Paris. Repossi afirma que entregou à Scotland Yard a cópia do recibo que deu a uma secretária de Fayed e na qual é possível ver claramente escrito que se tratava de um anel de compromisso. Segundo o Times, as últimas declarações de Repossi parecem estar em contradição com as que fez em setembro de 1997, pouco depois da morte do casal, quando disse que não sabia se Fayed havia comprado o anel para firmar algum compromisso. Em ocasiões posteriores, o joalheiro afirmou que estava convencido de que o anel não havia sido comprado com esse fim. "Repossi mudou várias vezes sua versão da história. Rejeitamos taxativamente suas acusações de que funcionários da Scotland Yard o pressionaram para que modificasse seu testemunho", disse uma fonte da Scotland Yard ao Times.

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