Jornal: Berlusconi não sabia que mulheres em festa eram pagas

Garota que diz ter cobrado para passar noite com primeiro-ministro entrega novas gravações à Justiça italiana

Efe,

23 de junho de 2009 | 09h52

A jovem Patrizia D'Addario, que afirmou ter cobrado para passar a noite com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, entregou às autoridades seis novas gravações com provas do envolvimento com o premiê. O jornal "La Repubblica" afirma que segundo o apurado em algumas das escutas telefônicas, Berlusconi não sabia que as mulheres cobravam dinheiro para participar de suas festas.

As gravações são de conversas de D'Addario com o empresário Gianpaolo Tarantini, responsável por recrutar mulheres para as festas do primeiro-ministro, e de ligações de Barbara Montereale, uma jovem modelo que participou com ela de alguns dos encontros.

O escândalo explodiu por causa das escutas ordenadas pela Procuradoria de Bari dos telefonemas de Tarantini, investigado por um suposto caso de fraude em seu negócio hospitalar no sul da Itália.

O jornal "La Repubblica" cita ainda um amigo íntimo de Tarantini, Nicola D., conhecido simplesmente como "Nic", que é a pista dos investigadores para provar crimes relacionados com o consumo de cocaína nas festas do premiê.

O diário assegura que "Nic" era o fornecedor de cocaína para as festas de Berlusconi, e que também frequentava os encontros, embora ele tenha confirmado que foi somente uma vez a uma residência do primeiro-ministro.

Segundo fontes da Promotora de Bari citadas pelo diário "Corriere della Sera", Berlusconi falou muitas vezes por telefone com Tarantini.

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