Stefano Rellandini/Reuters
Stefano Rellandini/Reuters

Jornal de Berlusconi é investigado por suspeita de ameaça na Itália

Polícia investiga se meio tentou influenciar atitude da diretora da federação de trabalhadores

REUTERS

07 de outubro de 2010 | 18h30

A polícia entrou nesta quinta-feira, 7, nas instalações de um jornal da família do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, como parte de uma investigação sobre ameaças contra a diretora da Confindustria, a principal federação de trabalhadores do país.

Os agentes entraram nos edifícios de Milão do Il Giornale, de propriedade do irmão de Berlusconi, Paolo, em busca de dois jornalistas sêniores, incluindo o editor Alessandro Sallusti.

As autoridades disseram que informações obtidas de grampos telefônicos e de mensagem SMS interceptadas durante uma investigação paralela sugeriram que houve tentativa de lançar uma campanha de difamação contra a diretora da Confindustria, Emma Marcegaglia.

Aparentemente, o plano previa pressionar Emma a adotar uma "certa atitude".

Mas o diretor editorial do jornal, Vittorio Feltri, repudiou a investigação, e a considerou "sem sentido".

"Como não fizemos nada estranho, não podemos entender de onde essa ordem de busca ou o resto está vindo", disse ele a jornalistas.

Por meses, Emma tem sido uma crítica feroz da disputa interna que tomou conta do governo de centro-direita de Berlusconi e tem defendido repetidamente uma ação urgente para reformar a lenta economia.

A investigação, denunciada por membros do partido de Berlusconi -- O Povo da Liberdade --, e amplamente criticada pela federação nacional de imprensa da Itália, contribui para o clima já tenso na política italiana.

Na semana passada, um homem armado foi retirado da casa do editor do Libero, jornal simpático ao governo que, como o Il Giornale, é leal a Berlusconi.

Mais cedo neste ano, Emma recusou o convite de Berlusconi para ser ministra da Indústria depois que Claudio Scajola, quem ocupava o cargo, foi forçado a renunciar em meio a uma investigação imobiliária que estava envolvido.

(Por James Mackenzie)

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