Olivier Corsan/Efe
Olivier Corsan/Efe

Jornal francês é atacado após publicar desenho de Maomé

Sede do 'Charlie Hebdo' foi completamente incendiada; polícia estuda atentado a bomba

Reuters

02 de novembro de 2011 | 11h37

PARIS  A sede do jornal satírico francês Charlie Hebdo foi atacada nesta quarta-feira, 2, após a publicação de uma imagem do profeta Maomé na capa da publicação. O editor disse que uma bomba havia sido usada no ataque, embira não haja confirmação.

A edição desta semana mostra um desenha de Maomé e um balão com as palavras: "Cem chicotadas se você não morrer de rir". O título é uma referência à lei islâmica, a sharia, e afirma também que o profeta é o editor convidado da publicação. O site da Charlie Hebdo na internet parecia ter sido invadido, e mostrava imagens de uma mesquita com a mensagem "Nenhum Deus além de Alá".

Muitos muçulmanos acreditam que qualquer representação de Maomé é ofensiva. Desenhos dinamarqueses em 2005 despertaram protestos no mundo muçulmano e pelo menos 50 pessoas morreram. Protestos em abril contra um pastor americano que queimou o Alcorão levou a conflitos no Afeganistão, onde várias pessoas morreram.

Um fonte policial chegou a culpar o incêndio no escritório da revista a uma bomba, e disse que o ataque aconteceu por volta de 1h no horário local, adicionando que ninguém se feriu. "O prédio ainda está de pé. O problema é que não há mais nada lá dentro", disse o editor da revista, Stephane Charbonnier, à rádio Europe 1.

A revista havia recebido diversos e-mails com ameaças e insultos nos últimos dias, disse Charbonnier. "Está claro que é impossível montar uma publicação nessas condições. Para a próxima semana nós devemos encontrar escritórios em outros lugares", disse o editor. "Em todo caso, não há dúvida de que não faremos concessões aos islamistas. Nós vamos continuar."

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