Jornalistas alemães libertados pelo Irã chegam à Alemanha

Profissionais tentavam entrevistar o filho de Sakineh Ashtiani, mulher acusada de adultério que corre o risco de ser apedrejada

Efe

20 de fevereiro de 2011 | 05h37

BERLIM - Os dois jornalistas alemães libertados pelo Irã, após passar 132 dias em prisão, chegaram, neste domingo, 20, na Alemanha em um avião especial acompanhados pelo ministro de Assuntos Exteriores alemão, Guido Westerwelle, que foi apanhá-los em Teerã.

Um porta-voz ministerial confirmou que o avião aterrissou no aeroporto de Berlim-Tegel após partir da capital iraniana, onde Westerwelle foi recebido pouco antes pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e seu colega persa, Ali Akbar Salehi.

Este último negou categoricamente que a presença de Westerwelle em seu país se devesse unicamente à libertação dos dois repórteres do "Bild am Sonntag" e assegurou que "o fim da viagem era tentar importantes temas bilaterais e internacionais".

"Não foi o dia das grandes negociações", comentou por sua vez o chefe da diplomacia alemã, o primeiro que visita Teerã em sete anos, que assinalou que a visita espontânea permitiu-lhe conversar com seu colega iraniano.

A chanceler alemã, Angela Merkel, expressou em Berlim seu alívio e alegria perante a notícia da libertação dos dois repórteres alemães, Marcus Hellwig e Jens Koch.

"Estou muito contente que retornem finalmente como homens livres à Alemanha", assinalou a chanceler ao "Bild am Sonntag", que dedica várias páginas a agradecer os esforços e apoio de uma multidão de pessoas durante todo este tempo.

Após meses de intensas e duras gestões diplomáticas, a Alemanha conseguiu a libertação dos dois informadores, detidos no Irã no dia 10 de outubro quando tentavam entrevistar o filho de Sakineh Mohammadi Ashtiani, a mulher iraniana acusada de adultério que corre o risco de ser apedrejada.

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