Jornalistas alemães libertos por Irã chegam a Berlim

Dois jornalistas alemães regressaram a seu país neste domingo depois de serem libertos após quatro meses presos no Irã por se reunirem com o filho de uma mulher condenada à morte por apedrejamento, afirmou o Ministério das Relações Exteriores.

REUTERS

20 de fevereiro de 2011 | 11h42

O ministro Guido Westerwelle voou a Teerã no sábado -- na primeira visita de um ministro da pasta ao Irã desde 2003-- para buscar os repórteres e conhecer o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e o ministro das Relações Exteriores do país asiático, Ali Akbar Salehi.

Marcus Hellwig e Jens Koch, que trabalham para o jornal semanal alemão Bild am Sonntag, foram presos depois de entrevistar o filho de Sakineh Mohammadi Ashtiani, cuja sentença de morte por adultério foi suspensa neste mês depois de um protesto mundial.

Sob a lei islâmica do Irã, o adultério é punido com apedrejamento.

Os dois homens chegaram a Berlim em um avião com Westerwelle na manhã deste domingo.

"A grande tensão emocional é refletida no estado físico (dos repórteres)", disse uma autoridade do Ministério das Relações Exteriores, que não quis ser identificada. "Emocionalmente abalados é apenas uma maneira de definir."

A prisão dos jornalistas desde outubro pressionou ainda mais as relações entre Berlim e Teerã, em um momento de tensão no que tange ao programa nuclear iraniano, que, segundo o Ocidente, visa secretamente criar uma bomba atômica, algo negado por Teerã.

(Por Annika Breidthardt e Kerstin Schraff)

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