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Josep Fritzl recebe apoio psiquiátrico para evitar suicídio

Psiquiatra acompanha austríaco desde antes do julgamento; ele é acusado de prender filha no porão por anos

Efe,

17 de março de 2009 | 18h33

Josef Fritzl, o "Monstro de Amstetten", acusado de trancar em um porão e violentar a filha durante 24 anos, está recebendo apoio psiquiátrico como medida de apoio para prevenir que cometa suicídio. "Colocamos à disposição de Josef F. um psiquiatra que o está acompanhando desde semanas antes do julgamento", ressaltou Hubert Günsthofer, um responsável do centro penitenciário em Sankt Pölte, onde o acusado está detido. "Durante o processo, o psiquiatra o acompanha e está à sua disposição durante os recessos e no final do dia", acrescentou o responsável penitenciário.

 

"Esta é uma medida empregada para prevenir o suicídio", explicou Günsthofer. Franz Cutka, porta-voz da Audiência Provincial de Sankt Pölten, onde está sendo realizado o processo, disse que na quarta-feira será ouvido o especialista que fez exames psicológicos no réu. Ele afirmou que, durante o julgamento, Fritzl seguirá na cadeia e que a corte decidirá onde cumprirá a sentença ou se será internado em uma "instituição psiquiátrica."

 

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A psiquiatra Adelheid Kastner, autora do relatório pericial sobre a personalidade do acusado, deverá responder amanhã às perguntas do tribunal sobre a situação mental de Fritzl. No relatório da perícia, de 170 páginas, afirma-se que, sob uma superfície banal, esconde-se, nas palavras do próprio acusado, "uma veia maligna."

 

O documento contém o testemunho do réu, que chega a dizer sobre si mesmo que, "para alguém que nasceu para o estupro", se conteve por "muito tempo". A autora da perícia afirma que existe o risco de que, no futuro, Fritzl "cometa atos com graves consequências."

 

Mesmo assim, o relatório descarta que ele sofra de algum tipo de doença mental e estima que, no passado, teve consciência de seus atos. O exame psiquiátrico realizado revela uma "alteração das preferências sexuais", um enorme narcisismo e uma "incapacidade emocional" que o impede de sentir empatia com o sofrimento das vítimas.

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