Jovens enfrentam policiais e incendeiam carros na França

Duas pessoas ficam feridas em onda de protestos em subúrbio de Paris; duas viaturas foram atacadas

Agências internacionais,

05 de outubro de 2007 | 11h42

Dezenas de jovens encapuzados destruíram dois veículos policiais com barras de ferro, puseram fogo em mais de uma dezena de carros estacionados e incendiaram um centro comunitário no norte da França, informaram autoridades nesta sexta-feira, 5. Os distúrbios no conturbado bairro de Saint-Dizier, 200 km a leste de Paris, reviveram memórias da onda de vandalismo e confrontos com a polícia promovida por jovens de periferias francesas em 2005, motivada parcialmente pela sensação de alienação de jovens de origem árabe e africana. Autoridades não sabiam exatamente o que levou os cerca de 30 a 40 jovens a promover a violência na noite desta quinta-feira, que explodiu quando bombeiros escoltados por policiais entraram no tumultuado bairro de Vert-Bois para atender um chamado de incêndio. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas - um policial cortado por estilhaço de vidros e um bombeiro agredido com uma barra de ferro no braço. Os jovens fugiram após a violência. Tropas de choque da polícia foram chamadas da vizinha Reims e receberam ordens para permanecer em Saint-Dizier pelo fim de semana. Nenhuma prisão foi feita, segundo autoridades. O prefeito da cidade, François Cornut-Gentille, declarou que os manifestantes estavam "bem organizados" e que "ficou a impressão de um golpe preparado, para que eles fossem notícias".  O incidente lembrou a leva de manifestações e vandalismo entre policiais e jovens em 2005, provocadas pelo descontentamento de jovens pobres do subúrbio, muito deles imigrantes de ex-colônias francesas na África. A morte dos adolescentes, ambos de origem africana, foi o estopim dos distúrbios. Nesta semana, o senado francês aprovou um polêmico projeto de lei que prevê o uso de testes de DNA em imigrantes que querem entrar na França alegando ter parentes morando no país. Segundo a BBC, o projeto tem sido alvo de críticas da oposição e de grupos de direitos humanos, que acusam o governo de racismo e questionam o uso da genética nas regras de imigração.

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