Judeus alemães condenam perdão a bispo que nega Holocausto

'Isto é um tapa na cara da comunidade judaica', diz vice-presidente do Conselho Central de Judeus da Alemanha

REUTERS

26 de janeiro de 2009 | 15h50

A decisão do papa Bento XVI de reabilitar um bispo que nega a amplitude do Holocausto foi um duro golpe para a comunidade judaica, principalmente porque o papa é alemão, afirmou o Conselho Central de Judeus da Alemanha, nesta segunda-feira, 26.     Veja também:  Papa visitará Israel mesmo após polêmica sobre bispo  Reabilitação papal de bispo que nega o Holocausto revolta judeus  Papa reabilita bispo que nega o Holocausto  Fala de cardeal gera tensão entre Vaticano e Israel"É um choque profundo", disse Dieter Graunmann, vice-presidente do Conselho, à Reuters. "Não estou dizendo que o Vaticano ou o papa tenham más intenções, mas, de fato, isto é um tapa na cara da comunidade judaica". "É uma provocação e eu estou preocupado que o diálogo entre judeus e católicos fique agora congelado de alguma maneira, que o processo de reconciliação que avançou tanto nos últimos 50 anos seja interrompido, se não abortado". No sábado, 24, o papa Bento XVI reabilitou quatro bispos tradicionalistas que lideram a Sociedade de São Pio X (SSPX), que tem 600 mil membros de ultra-direita que rejeitam a doutrina e as crenças da Igreja Católica Apostólica Romana. Richard Williamson, um dos quatro bispos, fez declarações nas quais negava a versão do Holocausto aceita pelos principais historiadores. "Principalmente vindo de um papa alemão, eu esperava mais compreensão e sensibilidade", disse Graunmann.

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