Judeus salvos por Schindler se reúnem pela primeira vez

30 sobreviventes da fábrica de Schindler se reunirão pela primeira vez depois da Segunda Guerra em marcha

Ansa

12 de março de 2008 | 21h51

Cerca de 30 sobreviventes da fábrica de Oscar Schindler, o empresário alemão que salvou vários judeus da morte em câmaras de gás, cuja ação foi difundida pelo filme A lista de Schindler (1993), de Steven Spielberg, se reunirão em Cracóvia, na Polônia, pela primeira vez depois da Segunda Guerra Mundial. O jornal Polska informou que a reunião acontecerá por ocasião dos 100 anos de nascimento de Schindler, e os 65 anos da destruição do gueto de Cracóvia. A idéia do encontro foido médico Aleksander Skotnicki, de Cracóvia, cuja mãe foi assassinada pelos nazistas por ajudar os judeus. No domingo, 16, os sobreviventes da fábrica de Schindler participarão de uma Marcha da Memória, para lembrar as vítimas do holocausto, e se reunirão com os poloneses homenageados com a medalha israelense dos Justos entre os Povos do Mundo. Schindler, nascido em 28 de abril de 1908, empregava durante a guerra os judeus do gueto de Cracóvia em sua fábrica de munições "Emalia". Após a destruição do gueto, em 1942, conseguiu salvar os empregados, e em 1944 transferiu a fábrica, junto com 1.200 judeus, a Brunnliltz (hoje Brnenec, na República Tcheca), onde depois de um ano foram libertados pelas forças aliadas. Hoje, ainda vivem cerca de 60 "Schindlerjuden" (os judeus de Schindler, em alemão, como eram chamados durante a guerra). Há 30 anos, junto aos seis mil descendentes dos judeus salvos, encontram-se anualmente para lembrar Schindler na Flórida (Estados Unidos) ou em seu túmulo, em Jerusalém, onde, seguindo sua vontade, foi sepultado em 1974 em um cemitério católico.

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