Andrew Winning/Reuters
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Juiz britânico nega extradição de ex-líder bósnio para a Sérvia

Ejup Ganic é suspeito de cometer crime de guerra contra soldados da antiga Iugoslávia

Efe

27 de julho de 2010 | 15h11

LONDRES - Um juiz britânico rejeitou nesta terça-feira, 27, o pedido de extradição solicitado pela Sérvia para Ejup Ganic, ex-dirigente bósnio detido em Heathrow em março. Ele é acusado de cometer crimes de guerra.

 

Na Corte de Magistrados de Westminster, o juiz Timothy Workman considerou que há evidências de que exista "uma motivação política" por trás do processo. As autoridades sérvias

 

As autoridades sérvias pediram ao Reino Unido a extradição de Ganic, ex-dirigente bósnio-muçulmano, preso em 1º de março no aeroporto de Londres por conta de um mandado de busca e captura emitido pelo governo de Belgrado. Ele é acusado de violar a Convenção de Genebra.

 

Ganic, ex-vice-presidente da Bósnia e ex-membro da presidência durante a guerra do país, entre 1992 e 1995, também figura na lista dos 19 mais buscados por Belgrado como suspeito de cometer crimes de guerra contra soldados da antiga Iugoslávia em Sarajevo no início do conflito. O bósnio, de 64 anos, foi um dos maiores colaboradores do então presidente da Bósnia e líder muçulmano, Alia Izetbegovic.

 

As autoridades sérvias realizam uma investigação sobre os crimes de guerra em relação com o ocorrido em maio de 1992, na rua Dobrovoljacka, em Sarajevo. Na ocasião, vários soldados e oficiais do Exército iugoslavo, dominado pela Sérvia, perderam a vira ou foram feridos em uma emboscada quando se retiravam da capital Bósnia.

 

No momento de sua detenção em Londres, Ganic visitava o Reino Unido para assistir à cerimônia de graduação da Universidade de Buckingham, que tem um acordo com a Escola de Ciência e Tecnologia de Sarajevo, que preside. Nos últimos anos, ele estava viajando livremente pelo país.

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