JuanJo Martín/Efe
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Juiz espanhol que tentou prender Pinochet vai a julgamento

Garzón nega acusações e promotoria da Espanha recomendou que ele seja inocentado de todas elas

REUTERS

17 de janeiro de 2012 | 07h32

MADRI - O juiz espanhol Baltasar Garzón, que ficou internacionalmente famoso nos anos 1990 ao tentar obter a extradição do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, estará no banco dos réus nesta terça feira, 17, para responder a acusações de abuso de seus poderes judiciais.

Garzón responderá a três acusações relacionadas com investigações sobre violações de direitos humanos, corrupção e outros delitos.

Seus defensores dizem que os processos são parte de uma vingança politicamente motivada contra Garzón, que fez muitos inimigos entre a elite política espanhola.

No primeiro caso, nesta terça-feira, Garzón é acusado de autorizar ilegalmente a polícia a gravar conversas de advogados com seus clientes. A ação foi apresentada por dois empresários aguardando julgamento por supostamente terem subornado membros do Paritdo Popular (PP), que venceu por esmagadora maioria a eleição parlamentar de novembro.

Todos os três casos são ações movidas por particulares (pessoas e empresas).

Garzón nega as acusações e a promotoria pública da Espanha recomendou que ele seja inocentado de todas elas.

O juiz se tornou famoso inicialmente por liderar uma investigação sobre esquadrões da morte organizados pelo governo socialista nos anos 1980 para combater os grupos separatistas bascos.

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