Juiz russo considera ex-magnata Khodorkovsky culpado

Um juiz russo declarou nesta segunda-feira o ex-magnata do petróleo Mikhail Khodorkovsky e seu sócio Platon Lebedev culpados de fraude.

ALEXEI ANISHCHUK E MARIA TSVETKOVA, REUTERS

27 de dezembro de 2010 | 11h19

O juiz declarou que os dois homens também são culpados de lavagem de dinheiro proveniente de petróleo roubado.

A acusação de furto de petróleo de sua empresa Yukos, agora extinta, foi a principal contra Khodorkovsky --que está preso--, em um julgamento visto como um teste do desejo do Kremlin de impor a lei.

Promotores pediram ao juiz penas de mais 6 anos de prisão para Khodorkovsky, além dos oito que ele está cumprindo.

Ao ler o veredicto no julgamento, de um inimigo do Kremlin, o juiz Viktor Danilkin disse que o tribunal havia concluído que Khodorkovsky e Lebedev "fraudaram propriedade deixada sob confiança com os réus".

Colocados numa jaula revestida de ferro e vidro na sala do tribunal, Khodorkovsky e Lebedev ignoraram o juiz enquanto ele lia o veredicto que já era amplamente esperado. Um sussurrava para o outro enquanto liam livros e documentos.

Uma multidão formada por cerca de cem defensores deles, do lado de fora da corte, gritava "Liberdade".

Khodorkovsky, que já foi o homem mais rico da Rússia e diretor da maior empresa petrolífera do país, está quase completando o cumprimento da pena de oito anos de prisão por fraude e evasão de impostos, fixada em um julgamento que moldou a presidência de Vladimir Putin (2000 a 2008).

No novo julgamento, a promotoria argumentou que ele roubou 27 bilhões de dólares em petróleo de subsidiárias da Yukos, por meio de esquemas de precificação. Seus advogados qualificaram as acusações de absurdas e politicamente motivadas, para mantê-lo atrás das grades.

A sentença, que muitos suspeitam vá ser ditada pelo Kremlin, será amplamente vista como um sinal sobre se o presidente Dmitry Medvedev tem a intenção --e o poder-- para libertar um homem cuja prisão é um símbolo do poder de Putin.

(Reportagem adicional de Alissa de Carbonnel)

REUTERS AC

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