Juíza espanhola deixa caso do ETA após gafe em microfone

Uma juíza espanhola retirou-se de um julgamento de quatro membros do grupo separatista basco ETA por homicídio depois que um microfone aberto em um tribunal pegou-a chamando-os de "bastardos."

REUTERS

03 de novembro de 2011 | 15h30

A juíza Angela Murillo, que foi acusada de ser tendenciosa em outros julgamentos do ETA, fez os comentários na quarta-feira durante o julgamento de quatro pessoas pela morte em 2001 do político nacionalista anti-basco José Javier Mugica.

"Decidi sair desse caso a fim de não colocar em risco os procedimentos, as partes envolvidas, os réus e as vítimas", disse a juíza Murillo, segundo a rádio nacional nesta quinta-feira.

O ETA anunciou o fim de sua campanha de 40 anos de ataques em outubro, mas qualquer reconciliação entre o grupo armado e suas vítimas está longe de ocorrer.

Referindo-se à mulher de Mugica, que estava na corte para prestar seu depoimento sobre os acontecimentos que levaram ao assassinato de seu marido, Angela disse. "Pobre mulher. E, ainda por cima, esses bastardos estão rindo."

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