Júri britânico condena três por planejar explosões em aviões

Grupo era acusado de complô contra vôos transatlânticos; Justiça falha em julgar quatro e absoolve um

Agências internacionais,

08 de setembro de 2008 | 15h11

Um júri britânico considerou três homens culpados de conspirar para matar centenas de passageiros ao planejar ataques suicidas com vôos transatlânticos com explosivos líquidos em pleno menos sete aeronaves de companhias aéreas que seguiriam em direção aos Estados Unidos.   A Promotoria britânica os acusava da intenção de matar centenas de pessoas detonando bombas escondidas em garrafas de refrigerante sobre o Atlântico ou cidades americanas. Os promotores afirmam que o grupo estava perto de promover o ataque quando foi preso, em agosto de 2006, e que os suspeitos haviam publicado "vídeos de martírio" que seriam divulgados depois que as ações suicidas tivessem sido executadas.   Depois de um julgamento de cinco meses, Abdulla Ahmed Ali, Assad Sarwar and Tanvir Hussain foram considerados culpados de planejar a morte de desconhecidos, mas o júri não determinou a responsabilidade de cada um no plano, como pedia a Promotoria. Oito homens foram processados pelo complô, mas o júri falhou em alcançar um veredicto para quatro deles - Ibrahim Savant, Arafat Waheed Khan, Waheed Zaman e Umar Islam - e um foi inocentado - Mohammed Gulzar.   O promotor Peter Wright disse durante o julgamento que os homens planejavam atacar vôos da United Airlines, American Airlines e Air Canadá durante as férias de verão em 2006.   Mas em sua defesa, os homens, que haviam gravado vídeos denunciando a política externa do Ocidente, asseguraram que a única coisa que planejavam era gerar um espetáculo político e não assassinar pessoas. Os acusados têm em sua maioria origem paquistanesa e foram detidos em batidas policiais em agosto de 2006.A suposta conspiração provocou um grande aumento da segurança em aeroportos europeus, onde foi restringida a quantidade de líquido a ser levado na bagagem de mão durante vôos.

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