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Júri escuta parte do depoimento de filha de Josef Fritzl

Elisabeth ficou 24 anos presa no porão pelo pai, com quem teve sete filhos; em vídeo, ela depôs por 11 horas

Efe,

16 de março de 2009 | 16h57

O júri popular começou nesta segunda-feira, 16, a julgar Josef Fritzl por trancar em um porão sua filha Elisabeth durante 24 anos escutou a primeira parte do depoimento da vítima, gravado em uma fita de vídeo para preservá-la de se ver frente a frente com o pai. A informação foi dada pelo porta-voz da Audiência Provincial da cidade austríaca de Sankt Pölten, Franz Cutka, após o início de um processo onde Fritzl é acusado de assassinato, escravidão e estupro, entre outros crimes.

 

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Após a leitura da folha de acusações e das alegações iniciais da Promotoria e da defesa, o júri assistiu à primeira parte da fita de 11 de horas do testemunho de Elisabeth. Após ser liberada, em abril de 2008, ela explicou à Polícia que o pai começou a violentá-la quando tinha apenas 11 anos, e que, aos 18, foi trancada no porão, onde era abusada sistematicamente e onde também deu à luz sete filhos, um dos quais morreu após o parto.

 

O depoimento é a base da acusação de assassinato que pode custar a Fritzl uma sentença de prisão perpétua. Após o vídeo, o réu foi questionado sobre o testemunho da filha, mas o porta-voz não deu qualquer informação sobre essa inquirição. Cutka informou que a sessão terminou às 16h15 (12h15 de Brasília) e que na terça-feira outra parte do depoimento de Elisabeth será exibido. O vídeo foi fragmentado em pequenos trechos para ser mostrado ao júri.

 

Além do testemunho de Elisabeth, o porta-voz explicou que os jurados escutarão a declaração de três ou quatro peritos, entre eles um psiquiatra, sobre o estado mental de Fritzl. Eles ouvirão também o depoimento de um neonatologista sobre a possível responsabilidade do acusado na morte, pouco depois do parto, de um dos bebês que teve com a filha.

 

Cutka explicou que a ausência de outras testemunhas se deve a que tanto a esposa quanto os outros filhos de Fritzl se recusaram a depor. Somente a abertura oficial do processo foi pública e contou com a presença da imprensa, já que o julgamento ocorre a portas fechadas. Quanto à atitude do réu na sala nesta segunda, o tenente-coronel Huber-Günsthofer, da penitenciária de Sankt Pölten, qualificou Fritzl de "sereno."

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