Júri recebe novas fotos do acidente que matou Diana

Mais de 10 anos após a morte da princesa, jurados recebem novas imagens no primeiro dia de julgamento

Efe,

03 de outubro de 2007 | 07h40

Novas fotografias do acidente que matou a princesa Diana e o seu namorado, Mohammed Al-Fayed, foram apresentadas ao júri responsável por esclarecer se as mortes foram resultado de uma conspiração para acabar com a vida do casal ou um trágico acidente durante a fuga de fotógrafos.  Veja também:Fotos novas do acidente Os 10 anos da morte de Lady Di  Na primeira sessão, tomaram posse os 11 membros do júri, seis mulheres e cinco homens, selecionados especificamente para este caso em uma lista inicial de 200 nomes. Sobre eles pesa agora a responsabilidade de analisar imparcial e exaustivamente todas as provas que serão apresentadas.  Entre as teorias sobre o acidente que deverão ser esmiuçadas no julgamento estão a possibilidade de o motorista francês Henri Paul, que também morreu, dirigir sob efeito de álcool; se a princesa temia por sua vida; se ela estava grávida e se tinha pensado em se casar com Dodi al-Fayed.  O pai de Dodi, Mohamed al-Fayed, dono das lojas de departamento Harrod's, ainda está convencido de que seu filho e Diana foram vítimas de uma conspiração que teria inclusive contado com a participação do marido da rainha Elizabeth II, o príncipe Philip, para impedir que os dois se casassem. Corte européia O Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH) de Estrasburgo indeferiu na terça-feira a ação apresentada por Mohamed al-Fayed contra a França por supostas irregularidades na investigação do acidente que matou seu filho e a princesa Diana num túnel de Paris, em agosto de 1997. O milionário de origem egípcia recorreu ao Tribunal de Estrasburgo depois que a Justiça francesa encerrou o caso com a conclusão de que as únicas causas do acidente foram o excesso de velocidade e o estado de embriaguez do motorista Henri Paul, que também morreu na tragédia. Al-Fayed, que defende que seu filho foi vítima de um plano para matá-lo, também denunciou as falhas na investigação aberta na França sobre a possível responsabilidade dos nove fotógrafos e do motorista de um carro que seguiram o casal no dia acidente. Os juízes do TEDH reconhecem que o multimilionário pode discordar dos magistrados que instruíram o caso quanto às pistas escolhidas. Porém, isso "não é suficiente para comprovar a existência de lacunas na investigação ou de defeitos que tenham dificultado o estabelecimento das circunstâncias da morte do filho do reclamante", diz a decisão. O texto diz ainda que al-Fayed pode exercer seus direitos ao longo de todo o processo e que as autoridades "levaram a cabo uma investigação efetiva com o objetivo de estabelecer as circunstâncias e a causa da morte" de Dodi.

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