Justiça confirma absolvição de mentor de atentados em Madri

Corte absolve outros 4 condenados por ataques contra sistema ferroviário que matou 191 e feriu 1.800 em 2004

Efe,

17 de julho de 2008 | 09h26

O Tribunal Supremo espanhol rechaçou nesta quinta-feira, 17, os recursos apresentados pela Promotoria e pela associação de vítimas dos atentados de 11 de março de 2004 e ratificou a absolvição de Rabei Osman el-Sayed Ahmed, conhecido como Mohammed, o Egípcio. Ele é considerado o mentor dos ataques contra o sistema ferroviário de Madri, quando 10 bombas foram colocadas em mochilas e detonadas em quatro trens, matando 191 pessoas e ferido outras 1.800. A Corte ainda absolveu quatro dos condenados anteriormente pela Audiência Nacional pelos atentados de 11 de março de 2004 em Madri, e condenou o espanhol Antonio Toro, que tinha sido absolvido pelo tribunal que julgou os ataques, por tráfico de explosivos.  Os absolvidos, além de Mohammed, o Egípcio, são Basel Ghalyoun, Mohammed Almallah Dabas, Abdelilah el-Fadual el-Akil e Raúl González Peña, conhecido como El Rulo. O alto tribunal absolveu o mentor dos ataques do crime de integração em organização terrorista por considerar que já foi condenado pelo mesmo delito na Itália. A Audiência Nacional espanhola ditou sentença em 31 de outubro de 2007 e condenou 21 dos 28 acusados a penas que oscilavam entre três anos e mais de 40 mil, mas absolveu Mohammed, o Egípcio. A decisão divulgada pela Corte Suprema espanhola responde aos recursos apresentados pelo Ministério Fiscal (ministério público), por associações de vítimas dos ataques, por várias vítimas particulares e pelos 21 condenados. O promotor só tinha recorrido da absolvição de Mohammed, o Egípcio ao considerar que a sentença ditada contra ele na Itália por pertencer a organização terrorista não era firme. O promotor Luis Navajas considerou que a Audiência Nacional, o tribunal que julgou os atentados, aplicou indevidamente o princípio de não condenar duas vezes pelo mesmo delito para absolver o mentor dos taques, sentenciado na Itália a 8 anos de prisão por integração em organização terrorista. Para aplicar esse princípio, argumentou Navajas, é preciso que a sentença "tenha um valor de firmeza", o que, por enquanto, não ocorreu, já que a Procuradoria italiana recorreu dessa sentença. Por isso, tinha solicitado que o acusado fosse condenado a 10 anos de prisão.

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