Justiça diz que capitão do Concordia era inapto

O principal tribunal de recursos da Itália determinou na quarta-feira que Francesco Schettino, capitão do navio Costa Concordia, não estava habilitado para comandar a embarcação que naufragou em janeiro na costa toscana, matando pelo menos 30 pessoas e deixando 2 desaparecidos.

REUTERS

16 Maio 2012 | 20h13

Em uma explicação por escrito da sua decisão de manter Schettino sob prisão domiciliar, a Corte de Cassação disse que ele se mostrou pouco preparado para "realizar funções de comando ou delegar responsabilidades pela segurança das pessoas sob seus cuidados".

Schettino é acusado de causar o acidente por ter levado o transatlântico para perto demais da costa da ilha de Giglio, onde atingiu uma rocha e tombou. Investigadores também dizem que ele retardou a retirada dos passageiros e perdeu o controle da operação, durante a qual abandonou o navio antes que todos os 4.200 passageiros e tripulantes fossem salvos.

O tribunal disse que a prisão domiciliar, que ele cumpre na localidade de Meta di Sorrento, perto de Nápoles, se justifica porque ele poderia cometer outro acidente caso seja liberado para voltar a trabalhar.

(Reportagem de Ilaria Polleschi)

Mais conteúdo sobre:
ITALIA CONCORDIA CAPITAL*

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.