Justiça espanhola descarta pedido para processar Fidel Castro

A Justiça espanhola rejeitou um pedidopara processar Fidel Castro devido à morte por asfixia de novehomens feitos prisioneiros durante a malsucedida invasão dabaía dos Porcos, em 1961, informaram na quinta-feira membros doPoder Judiciário. Para rechaçar o caso, o Plenário da Câmara Penal daAudiência Nacional, principal instância criminal do país,argumentou que Fidel, 81, continua sendo chefe de Estado, o queimpede os tribunais espanhóis de julgá-lo. O caso foi apresentado por um grupo de dissidentes cubanosque acusa Fidel, atualmente se recuperando de um problema desaúde, e o ex-ministro do Turismo de Cuba Osmani Cienfuegos deserem os responsáveis pela morte de homens que deveriam tersido protegidos na qualidade de prisioneiros. A queixa baseava-se no fato de a Justiça espanholaconsiderar-se apta a julgar crimes de genocídio ocorridos forado país. Os nove homens morreram asfixiados quando foram colocadosem um caminhão sem ventilação projetado para transportarmercadorias. Eles tinham sido capturados durante a malfadadainvasão realizada por exilados cubanos com o apoio dos EUA. Fidel entregou o poder temporariamente a Raúl Castro, irmãodele, 16 meses atrás, depois de submeter-se a uma cirurgia noestômago. O líder cubano, desde então, não foi mais visto empúblico.

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