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Justiça espanhola suspende atividades de dois partidos bascos

Deputado acusa partidos de 'aplaudirem' explosão desta madrugada em frente a tribunal no povoado basco

AE-AP

08 de fevereiro de 2008 | 16h49

A Justiça espanhola suspendeu por três anos as atividades de dois partidos bascos de extrema esquerda acusados de ligação com o grupo separatista ETA (Pátria Basca e Liberdade), proibindo-os de participar das eleições gerais marcadas para março. A decisão acontece no mesmo dia em que um atentado a bomba danificou a entrada de um tribubal no povoado basco de Bergara. Veja Também:  Bomba explode em frente a Tribunal na Espanha  O magistrado Baltasar Garzón acusou o Partido Comunista das Terras Bascas e a Ação Nacionalista Basca de estarem ligados ao proscrito Batasuna, braço político da ETA. A decisão de Garzón determina o fechamento de todos os diretórios de ambos os partidos e a suspensão imediata de todos os pagamentos de salários, subvenções e outros aportes econômicos aos quais tinham direito. O Batasuna foi proscrito pelo Supremo Tribunal da Espanha em 2003. O partido é proibido de apresentar candidatos em eleições e de promover qualquer espécie de atividade política. Com a decisão de Garzón, nenhum candidato da extrema esquerda basca favorável à independência participará das eleições de março. Ao mesmo tempo, a promotoria pública recorreu ao Supremo Tribunal com uma ação para que os dois partidos também sejam oficialmente proscritos. O Batasuna foi proscrito por ser considerado parte integrante do ETA, que levantou-se em armas em 1968 com o objetivo de fundar um País Basco independente numa área que abrange o nordeste da Espanha e o sudoeste da França. Líderes do Batasuna então ressuscitaram partidos que estavam inativos e participaram de eleições regionais e municipais nos últimos três anos. Segundo o Ministério da Justiça da Espanha, o Partido Comunista das Terras Bascas e a Ação Nacionalista Basca são controlados pela ETA e pelo Batasuna. Primeiro atentado do ano No que parece ser seu primeiro atentado do ano, a ETA detonou uma sacola com 15 quilos de explosivos em frente a um tribunal no povoado basco de Bergara. O artefato de baixo poder destrutivo explodiu em frente a um tribunal minutos depois de a polícia ter recebido uma advertência do grupo separatista.  A bomba causou danos consideráveis ao edifício onde funciona a corte e a seus arredores, mas não deixou vítimas. Segundo o jornal El Pais, o deputado do direitista Partido Popular (PP) Carmelo Barrio disse que os dois partidos suspensos "aplaudiram" o atentado, cometido nesta madrugada.   

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