Aleksandr Prokopenko/Efe
Aleksandr Prokopenko/Efe

Justiça suspende eleição de Yanukovych na Ucrânia

Apelação de Yulia Timoshenko será votada na quinta-feira; premiê acusa opositor vencedor de fraude

Associated Press,

17 de fevereiro de 2010 | 09h49

A justiça da Ucrânia anunciou nesta quarta-feira, 17, que suspendeu os resultados das eleições presidenciais do último dia 7, que apontaram o opositor Viktor Yanukovych como vencedor. O motivo da suspensão é a apelação da perdedora, a primeira-ministra Yulia Timoshenko, pela revisão do resultado.

 

A Corte Administrativa da Ucrânia informou por meio de comunicado que a declaração de Yanukovych como vencedor estava suspensa. O opositor venceu Yulia, candidata governista, por apenas 3,5% dos votos.

 

A corte deve julgar o pedido de Yulia na próxima quinta-feira, para quando o Parlamento havia marcado a posse do novo presidente, que prometeu melhorar as relações da Ucrânia com a Rússia.

 

Segundo a assessoria de imprensa do tribunal, a suspensão valerá até que os juízes se pronunciem sobre o recurso apresentado pela primeira-ministra Yulia Timoshenko, que perdeu a votação e quer anular o resultado do pleito.

 

A corte indeferiu um segundo recurso de Timoshenko, no qual a chefe do Governo pedia que Yanukovich fosse proibido de tomar posse como chefe do Estado.

 

Em sua reivindicação, Timoshenko pediu que o Supremo mande a Comissão Eleitoral Central "tomar a decisão de repetir a votação das eleições". "Se o tribunal não permitir a apuração dos votos nos colégios eleitorais sobre os quais recaiam dúvidas para assim mostrar à Ucrânia a situação real, então não faz sentido falar de Justiça em nosso país", ressaltou a primeira-ministra após apresentar o recurso.

 

Yulia, que inspirou a Revolução Laranja de 2004, anexou à sua requisição oito volumes de documentos que, segundo ela, provam que houve fraude na região leste do país, o principal reduto eleitoral de Yanukovich. "Temos certeza de que houve falsificação sistemática, fundamental e universal do segundo turno", disse a chefe de governo, que cifrou em cinco as tecnologias de fraude incluídas na documentação.

 

Yulia se recusou a admitir a derrota e desde então tem pressionado a justiça para provar que houve fraude nas eleições. A premiê, que trocou acusações com Yanukovych durante toda a campanha, ameaçou convocar uma nova revolução caso "o resultado das urnas não refletisse a vontade do povo ucraniano".

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