Kerry pede que Rússia ajude a implementar acordo na Ucrânia

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, pediu à Rússia nesta segunda-feira que ajude a Ucrânia na tentativa de implementar um acordo para resolver a crise na ex-república soviética.

Reuters

21 de abril de 2014 | 15h57

Kerry falou com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, por telefone na manhã desta segunda-feira, disse a porta-voz do Departamento de Estado Jen Psaki.

Rússia, Ucrânia, União Europeia e os Estados Unidos concordaram na quinta-feira sobre formas de aliviar as tensões no pior confronto entre a Rússia e o Ocidente desde a Guerra Fria.

"O secretário pediu à Rússia que tome medidas concretas para ajudar a implementar o acordo de Genebra, inclusive pedindo publicamente aos separatistas que desocupem edifícios e postos de controle, aceitem a anistia e enderecem suas queixas politicamente", disse Psaki em uma entrevista coletiva.

Com separatistas pró-Moscou sem mostrar sinal de desistência da ocupação de edifícios governamentais no leste da Ucrânia, Washington atrelou a ameaça de novas sanções à Rússia à disposição de Moscou em tentar ajudar a implementar acordo de Genebra.

"Se não houver progresso nos próximos dias, vamos impor mais custos", disse o porta-voz da Casa Branca Jay Carney.

O acordo de Genebra exige a desocupação de edifícios do governo, com o apoio de enviados da Organização pela Segurança e Cooperação na Europa (OSCE, na sigla em inglês).

Kerry pediu à Rússia que designe um diplomata para trabalhar com a missão da OSCE no leste da Ucrânia, disse Psaki, "para deixar absolutamente claro aos separatistas que a Rússia apoia o acordo".

Kerry disse a Lavrov que o governo da Ucrânia enviou representantes seniores ao leste juntamente com a OSCE, propõe um amplo projeto de lei de anistia para os separatistas a desistir dos edifícios e armas e pediu uma pausa Páscoa em suas operações militares.

"Ele pediu que a Rússia agora demonstre o mesmo nível de compromisso com o acordo de Genebra, em sua retórica e suas ações", disse Psaki.

Autoridades dos EUA e da Europa dizem que vão manter Moscou como responsável e impor novas sanções econômicas se os separatistas não deixarem os prédios do governo que têm ocupado no leste da Ucrânia ao longo das últimas duas semanas.

Kerry também chamou a Rússia a se unir aos Estados Unidos na chamada para a libertação imediata de Imra Krat, um jornalista ucraniano detido por separatistas pró-russos na parte oriental do país.

(Por Doina Chiacu)

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