Kuwaitiano que manteve cariocas reféns na Polônia é indiciado

Filho do embaixador do Kuwait ameaçou judeus brasileiros hospedados em hotel de Varsóvia na segunda-feira

Agência Estado e Associated Press,

06 de maio de 2008 | 13h28

Autoridades policiais indiciaram nesta terça-feira, 6, o filho do embaixador do Kuwait por manter como reféns três adolescentes brasileiros na Polônia. O kuwaitiano chegou a afirmar que tinha uma bomba na segunda-feira. Veja também:Filho de diplomata do Kwait fez cariocas reféns Leia mais no blog da Flávia Guerra Resgatados 3 reféns cariocas na Polônia   O filho do embaixador Khaled Al-Shaibani, identificado apenas como Mohammad A., foi indiciado por manter os adolescentes judeus presos contra a vontade deles, informou Anna Kedzierzowska, porta-voz da polícia de Varsóvia. Segundo Anna, o suspeito confessou o delito e, em caso de condenação, estará sujeito a pena que varia de dez meses a três anos de prisão - porém não seria detido, mas ficaria em liberdade condicional. O homem, de 23 anos, seria solto após audiência. A Embaixada do Kuwait na Polônia confirmou que o suspeito era o filho do embaixador, mas não emitiu nenhuma declaração adicional. Na segunda-feira, Mohammed A. prendeu os três brasileiros, de 16 anos, no quarto em que estavam, no sexto andar do hotel Holliday Inn de Varsóvia, pouco depois das 9 horas locais. Testemunhas avisaram os guardas do hotel, que chamaram a polícia quando o kuwaitiano avisou que tinha explosivos. Policiais invadiram o quarto pouco antes das 10h e prenderam o filho do embaixador. Nenhum dos brasileiros ficou ferido e não foram encontrados explosivos. O homem estava muito alterado para ser ouvido na segunda-feira, segundo a polícia. Ele deu sua versão sobre o caso na manhã desta terça-feira. Os três cariocas estavam entre as 10 mil pessoas do mundo todo, a maioria judeus, que foram à Polônia para participar da Marcha da Vida - evento anual no antigo campo de concentração nazista de Auschwitz-Birkenau, que lembra os cerca de 6 milhões de judeus vítimas do Holocausto. Pelo menos 1,1 milhão de pessoas morreram nessa região, nas câmaras de gás ou por causa da fome, de doenças e da exaustão causada pelo trabalho forçado. O complexo foi liberado em janeiro de 1945 por tropas soviéticas.

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