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Lagarde será questionada em caso de pagamento de arbitragem na França

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, será interrogada por um magistrado francês em maio sobre um pagamento de arbitragem feito para um rico partidário do ex-presidente Nicolas Sarkozy, informou seu advogado nesta quinta-feira.

Reuters

18 de abril de 2013 | 14h59

O advogado de Lagarde na França, Yves Repiquet, confirmou que a ex-ministra das Finanças francesa seria ouvida no caso envolvendo o empresário bilionário Bernard Tapie no final de maio. "Confirmo que é no final de maio", disse ele à Reuters.

Lagarde também confirmou que vai ser questionada no final de maio, mas negou que tenha feito qualquer coisa errada quando terminou uma batalha judicial longa entre o Estado e Tapie por concordar com a arbitragem para resolver o litígio.

"Ficarei muito feliz em viajar para Paris, mas não vai mudar o meu foco, minha atenção, meu entusiasmo pelo trabalho que faço", disse Lagarde em uma entrevista coletiva antes das reuniões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.

Ela acrescentou que sabia desde 2011 que seria questionada por um tribunal francês sobre o assunto. É a primeira vez que Lagarde foi chamada para interrogatório na investigação lançada em 2011, que poderia tornar-se desconfortável para ela e para o Fundo Monetário Internacional, se ela for colocada sob investigação formal.

Um tribunal especializado em casos que envolvam ministros suspeita de cumplicidade dela no mau uso de fundos públicos, já que, quando ministra das Finanças, ela rejeitou objeções de conselheiros para ir em frente com a arbitragem.

Lagarde, que foi designada como suspeita apesar de nunca lucrar pessoalmente com o caso, poderia ser colocada sob investigação formal depois da audiência, disse seu advogado.

A investigação formal seria mais grave pelo status atual de Lagarde. Outro resultado é a sua designação como "testemunha assistida", um status intermediário.

Repiquet disse que sua convocação era rotineira.

"É normal que ela seja questionada ... Eu não estou nada nervoso com isso."

A decisão de Lagarde de aceitar a arbitragem significava que o Estado pagaria a Tapie 285 milhões de euros (371,70 milhões de dólares).

Na quarta-feira, um porta-voz do FMI disse que não seria apropriado comentar sobre um caso que ainda está sendo analisado por um tribunal francês.

O antecessor de Lagarde no FMI, Dominique Strauss-Kahn, renunciou em 2011 sob acusações de agressão sexual que foram posteriormente retiradas.

(Reportagem de Chine Labbe)

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