Liberais alemães negam planos de deixar o governo

Os integrantes do Partido Liberal da Alemanha, parceiros do governo da Chanceler Ângela Merkel, negaram neste sábado uma notícia de que eles estariam pensando em deixar a coalizão.

THORSTEN SEVERIN, REUTERS

14 de janeiro de 2012 | 17h19

Tal ação por parte do partido Free Democrats (Democratas Livres), enfraquecido pelo seu mais baixo nível de popularidade, de acordo com as pesquisas, poderia desmantelar o governo de Merkel num momento decisivo, quando a Alemanha se esforça para resolver a crise financeira da zona do euro.

"Não tenho informações de que algum dos integrantes importantes do partido ache que o FDP deve buscar a sua salvação junto à oposição," disse à Reuters, o vice-líder do partido, Marin Lindner.

Outra fonte da liderança do partido apoiou as declarações de Lindner e o ministro da saúde, Daniel Bahr, um dos líderes regionais do FDP, chamou a notícia de "bobagem".

A revista semanal de negócios Wirtschaftswoche noticiou que a liderança do FDP estava avaliando argumentos favoráveis ao fim da coalizão e que estava procurando uma justificativa que seria bem recebida pela população.

O partido, que está estagnado desde que conseguiu 14,6 por cento dos votos nas eleições de 2009, tem alcançado resultados abaixo do percentual mínimo de cinco por cento para conseguir entrar no parlamento, nas pesquisas de opinião, desde setembro.

Uma conferência no início do mês fracassou na tentativa de revitalizar o partido, abalado por brigas internas sobre formulação de políticas e uma militância decepcionada pelo seu fracasso em cumprir a promessa de redução de impostos.

O FDP enfraquecido é ruim para a Chanceler Angela Merkel, pois transforma o partido em um aliado mais difícil, ansioso para marcar pontos e mostrar que pode exercer influência. Se Merkel for reeleita em 2013, ela poderia ter que encontrar outro parceiro.

Alguns analistas dizem que o partido pode ser ameaçado de extinção, caso não consiga mudar a sua sorte rapidamente.

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