Líder da extrema-direita francesa não quer que pai fale em nome do partido

Marine Le Pen disse neste domingo que não quer que seu pai fale mais em nome da Frente Nacional fundada por ele e liderada por ela, um dia antes de possivelmente ele ser punido por seus comentários recentes sobre a Segunda Guerra Mundial.

REUTERS

03 de maio de 2015 | 11h06

Jean-Marie Le Pen deverá enfrentar uma audiência disciplinar na segunda-feira em seu partido por ter repetido sua visão de que câmaras de gás nazistas eram um mero "detalhe" da guerra e por ter defendido Philippe Pétain, líder do governo francês que colaborou com a Alemanha nazista.

    Quando questionada sobre qual punição deveria ser dada a uma pessoa de 86 anos, sua filha disse à imprensa francesa que a decisão é do escritório executivo da legenda.

Ela também acusou seu pai de agir com malícia contra ela e contra o seu partido.

    "Eu tenho a sensação de que ele não pode suportar o fato de que a Frente Nacional continua a existir sem ele no comando", disse Marine Le Pen a jornalistas. "Eu lamento isso".

(Reportagem de Gregory Blachier e James Regan)

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