Líder da oposição grega acusa o governo de espalhar o medo

O líder radical da oposição de esquerda da Grécia, Alexis Tsipras, acusou o primeiro-ministro Antonis Samaras, neste sábado, de semear medo pelo país para conseguir apoio para a votação presidencial que o governo precisa vencer para evitar eleições parlamentares antecipadas.

REUTERS

13 de dezembro de 2014 | 17h34

Na segunda-feira, o governo antecipou para este mês uma votação no Parlamento para eleger um presidente. O objetivo era acabar com a incerteza política que vem pairando sobre o país, mas corre o risco de ser obrigado a convocar eleições parlamentares antecipadas caso o candidato do governo não consiga votos suficientes.

O partido de Tsipras, o Syriza, que quer romper com o acordo de resgatem da União Europeia e FMI com a Grécia, deve vencer a eleição, mostram pesquisas, e Samaras advertiu na quinta-feira que o país corre o risco de um retorno "catastrófico" para o pior de sua crise de dívida se o seu governo cair.

"Um frenesi de alastramento do medo com a responsabilidade do próprio primeiro-ministro é o último espasmo antes do fim", disse Tsipras em discurso na ilha grega de Creta. "A contagem regressiva para a atual coalizão e suas políticas catastróficas já começou."

O Syriza está prometendo abandonar qualquer cooperação com os credores da Grécia --União Europeia e FMI-- e revogar os cortes de austeridade, assustando os mercados financeiros desconfiados que a Grécia possa abandonar o caminho do rigor fiscal tão logo coloque suas finanças em dia e volte a crescer economicamente.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em uma medida incomum na quinta-feira, fez aos gregos um duro alerta a respeito de grandes problemas se eles votarem "errado" e o Syriza vencer uma eleição parlamentar antecipada.

Mas Tsipras chamou o aviso de "conto de ficção" e disse que os parceiros da Grécia na União Europeia iriam mudar sua posição uma vez que o Syriza assumisse o governo.

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