Líder do ETA condenado por matar 25 deixa prisão na Espanha

José Juana Chaos cumpriu apenas 21 anos dos 3 mil aos quais foi condenado por ter nível universitário

EFE

02 de agosto de 2008 | 04h45

O dirigente da organização terrorista ETA José Ignacio de Juana Chaos, condenado a 3.000 anos de prisão pelo assassinato de 25 pessoas e a outros três por ameaças, saiu neste sábado da prisão após cumprir apenas 21 atrás das grades.   De Juana Chaos, um dos "etarras" mais sanguinários da história da ETA, deixou a prisão de Aranjuez, em Madri, às 7h26 locais (2h26 de Brasília) após cumprir toda a pena de três anos, imposta pela Corte Suprema espanhola em fevereiro de 2007.   Dois advogados do dirigente foram buscá-lo na prisão, acompanhados de sua mulher, Irati Aranzabal.   Apesar de ter iniciado uma greve de fome no último dia 16, Chaos saiu da prisão caminhando sozinho e sem mostrar aspecto de quem não comeu.   A Guarda Civil espanhola destacou um amplo dispositivo de segurança nos arredores da prisão por ocasião da saída da prisão do terrorista, para prevenir qualquer incidente inesperado.   A libertação de Chaos, que protagonizou três greves de fome, esteve marcada por muita polêmica. Apesar de estar condenado a mais de 3.000 anos de prisão, ele cumpriu apenas 21 deles graças às redenções por ter nível universitário.   Ironicamente, Chaos viverá em San Sebastián, no norte da Espanha, numa casa no mesmo quarteirão em que mora uma viúva de um militar assassinado pela ETA. Além disso, no bairro também estão diversas vítimas do terrorismo e pessoas ameaçadas pela organização terrorista.   A Associação de Vítimas do Terrorismo (AVT) convocou para este sábado uma manifestação no mesmo local de Madri onde 12 agentes da Guarda Civil morreram num atentado em 14 de julho de 1986, que contou com a participação do dirigente.

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