Líder do PP diz que Aznar errou ao apoiar Guerra do Iraque

Mariano Rajoy disse que "toda a Comunidade Internacional acreditava que essas armas de destruição em massa existiam", mas admitiu que tiveram, "como todo mundo", uma "informação equivocada"

EFE

27 de janeiro de 2008 | 03h07

O líder do Partido Popular (PP), Mariano Rajoy, admitiu que o anterior Governo, presidido por José María Aznar e do qual foi vice-presidente, "cometeu um erro" ao apoiar a Guerra do Iraque. Em entrevista publicada no jornal "El Mundo", Rajoy disse que "toda a Comunidade Internacional acreditava que essas armas de destruição em massa existiam", mas admitiu que tiveram, "como todo mundo", uma "informação equivocada". "É evidente que se cometeu um erro, porque se soubéssemos que não havia armas de destruição em massa, não teríamos apoiado a intervenção", reconheceu. Ele acrescentou que nessa situação, provavelmente seria "lógico" o Conselho de Segurança da ONU tomasse uma decisão sobre o Iraque. Na entrevista, Rajoy afirma que o apoio do PP à intervenção no Iraque foi feita "com base em armas de destruição em massa que, depois, descobriu-se que não existiam". "Se soubéssemos que não existiam, estou convencido de que nem eu nem o resto daquele Governo teria apoiado a intervenção no Iraque". O Governo de José María Aznar, líder do PP na época, apoiou na Cúpula das ilhas Açores (Portugal) o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, em sua decisão de invadir Iraque. Na mesma entrevista, Rajoy falou do processo de diálogo entre o presidente, José Luis Rodríguez Zapatero, e o grupo terrorista ETA. Sobre suas declarações em relação a contatos do Governo com a guerrilha após o atentado do aeroporto de Madri (30 de dezembro de 2006) no qual morreram dois equatorianos, disse que "é impossível confiar em alguém que em um assunto assim falta à verdade de maneira tão notória".

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