EFE/ Olivier Hoslet
EFE/ Olivier Hoslet

Líder separatista da Catalunha e ex-ministros são liberados pela Justiça belga

Carles Puigdemont e seus 4 ex-ministros prestaram depoimento por quase 4 horas, mas foram liberados pela Justiça belga. Eles tiveram mandado de prisão emitido pela Justiça da Espanha e acatado pelas autoridades em Bruxelas

O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2017 | 11h26

A Justiça da Bélgica decidiu deixar em liberdade, com medidas cautelares, o líder separatistas da Catalunha, Carles Puigdemont, e outros quatro ex-ministros regionais após audiências realizadas na Promotoria de Bruxelas. Eles se entregaram no domingo, dia 5, de manhã, e eram procurados após a Justiça da Espanha ter emitido um mandado de prisão contra o grupo na última sexta-feira, 3 de novembro.

Tanto o ex-governador da Catalunha como os ex-ministros prestaram depoimento das 16h (horário local, 13h em Brasília) até as 20h (17h em Brasília), separadamente, e deixaram a Promotoria de Bruxelas todos juntos num micro-ônibus.

Na saída da Promotoria não houve declarações, nem de Puigdemont nem dos seus ex-ministros. Cerca de 50 jornalistas esperavam na porta da Promotoria de Bruxelas a saída da delegação catalã, mas não houve declarações.

No mesmo local, 15 pessoas com a "estelada" (bandeira separatista catalã) gritaram palavras de ordem na saída do micro-ônibus com os políticos catalães.

Espera-se que, nas próximas horas, as autoridades da Justiça belga informem sobre os passos seguintes que pretendem dar em relação aos ex-dirigentes da Generalitat da Catalunha. 

Eleições. A rendição de Puigdemont ocorre em um momento em que duas pesquisas sugerem que os partidos pró-independência da Catalunha devem ocupar a maior parte dos assentos da assembleia regional em uma eleição marcada para dezembro. Mesmo com as intenções de voto indicando uma possível maioria, pode não ser o suficiente para aprovar a independência regional pelo Legislativo.

Partidos que aprovam a permanência da Catalunha na Espanha dividem o restante das intenções de voto, mas podem conquistar 54% dos votos na eleição, sugerem as pesquisas.

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, convocou as eleições para o dia 21 de dezembro após retirar o governo anterior do poder. A região agora é controlada diretamente por representantes de Madri após uma declaração unilateral de independência pelo parlamento catalão, no dia 27 de outubro. / AP, EFE e Reuters

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